Mudanças entre as edições de "Floresta Nacional de São Francisco de Paula"

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Estrada  Demorrinho - Caixa Postal 79 - São Francisco de Paula/RS - CEP: 95400-000
 
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Valor: R$ 52,00/pessoa/pernoite: turista e usuário comum.
 
Valor: R$ 52,00/pessoa/pernoite: turista e usuário comum.
 
|Objectives=Uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
 
|Objectives=Uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
|History=Programa de Manejo Florestal: A exploração dos recursos florestais visa uma produção madeireira média de 10.000 mst de madeira/ano, conforme previsto em seu Plano de Manejo, sendo também exploradas os recursos não-maderaveis, como a semente da araucária (pinhão) e a samambaia-preta, buscando sempre a sustentabilidade da exploração. O sistema de manjo adotado é o sistema em alto fuste. Programa de Uso Público e Educação Ambiental: Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946. Escolas e Universidades usam a Unidade para atividades de campo, a FLONA também recebe grupos de professores do Município e sedia encontros de formação de educadores. Programa de Ensino e Pesquisa: Iniciado ainda no período do PRODEPEF, em 1975. O Programa foi estimulado a partir de 1990, buscando diversas Universidades como parceiras. Hoje a Unidade conta com mais de 375 pesquisas.  
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|History=Programa de Manejo Florestal: A exploração dos recursos florestais visa uma produção madeireira média de 10.000 mst de madeira/ano, conforme previsto em seu Plano de Manejo, sendo também exploradas os recursos não-maderaveis, como a semente da araucária (pinhão) e a samambaia-preta, buscando sempre a sustentabilidade da exploração. O sistema de manjo adotado é o sistema em alto fuste. Programa de Uso Público e Educação Ambiental: Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946. Escolas e Universidades usam a Unidade para atividades de campo, a FLONA também recebe grupos de professores do Município e sedia encontros de formação de educadores. Programa de Ensino e Pesquisa: Iniciado ainda no período do PRODEPEF, em 1975. O Programa foi estimulado a partir de 1990, buscando diversas Universidades como parceiras. Hoje a Unidade conta com mais de 375 pesquisas.
 
|Features=Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946.
 
|Features=Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946.
 
|Natural aspects=A FLONA-SFP tem uma área de 1.606 ha, com altitudes superiores a 900 metros, apresentando uma variação altitudinal de 300 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de alta a altíssima prioridade para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (2001). Ela está estrategicamente inserida no Corredor Ecológico do Rio dos Sinos, entre os Corredores Ecológicos dos rios Caí e Tainhas (Patrimônio Natural da Região das Hortênsias, Projeto Hortênsia, METROPLAN e CPRM, 1995). O conjunto de várias UCs estabelecidas ou em processo de abrangidas em um raio de 60 km, forma um grande e importantíssimo arco e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto.
 
|Natural aspects=A FLONA-SFP tem uma área de 1.606 ha, com altitudes superiores a 900 metros, apresentando uma variação altitudinal de 300 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de alta a altíssima prioridade para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (2001). Ela está estrategicamente inserida no Corredor Ecológico do Rio dos Sinos, entre os Corredores Ecológicos dos rios Caí e Tainhas (Patrimônio Natural da Região das Hortênsias, Projeto Hortênsia, METROPLAN e CPRM, 1995). O conjunto de várias UCs estabelecidas ou em processo de abrangidas em um raio de 60 km, forma um grande e importantíssimo arco e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto.
  
A Unidade tem importantes belezas cênicas, compondo cenários de vales, florestas, cachoeiras. Conservando e contribuindo com nascentes pertencentes a Bacia do Rio dos Sinos.  
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A Unidade tem importantes belezas cênicas, compondo cenários de vales, florestas, cachoeiras. Conservando e contribuindo com nascentes pertencentes a Bacia do Rio dos Sinos.
|Geography and climate=A região da Flona é caracterizada pelos Campos de Cima da Serra (Estepe) e pelas matas com araucária (Floresta Ombrófila Mista ou Mata Atlântica - lato sensu). A região é uma das mais úmidas do estado, com pluviosidade superior a 2.000mm e com temperatura média anual de aproximadamente 14,5° C.  
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|Geography and climate=A região da Flona é caracterizada pelos Campos de Cima da Serra (Estepe) e pelas matas com araucária (Floresta Ombrófila Mista ou Mata Atlântica - lato sensu). A região é uma das mais úmidas do estado, com pluviosidade superior a 2.000mm e com temperatura média anual de aproximadamente 14,5° C.
 
|Fauna and flora=Mais de 20% das espécies terrestres da fauna ameaçada de extinção do Estado já foram registradas na FLONA-SFP ou em seu entorno próximo, bem como espécies de árvores e arbustos ameaçadas. Com respeito a sua vegetação nativa, apesar desta sofrer grande influência da floresta atlântica, ela apresenta espécies de origem andina e antártica como, por exemplo, a casca d'anta (''Drimys winteri'') e a própria araucária (''Araucaria angustifolia'').
 
|Fauna and flora=Mais de 20% das espécies terrestres da fauna ameaçada de extinção do Estado já foram registradas na FLONA-SFP ou em seu entorno próximo, bem como espécies de árvores e arbustos ameaçadas. Com respeito a sua vegetação nativa, apesar desta sofrer grande influência da floresta atlântica, ela apresenta espécies de origem andina e antártica como, por exemplo, a casca d'anta (''Drimys winteri'') e a própria araucária (''Araucaria angustifolia'').
  

Edição das 23h46min de 25 de setembro de 2017



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Floresta Nacional de São Francisco de Paula
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rio Grande do Sul
Município: São Francisco de Paula
Categoria: Floresta
Bioma: Mata Atlântica
Área: 1.615,59 hectares
Diploma legal de criação: O Decreto Lei n° 3.124, de 19 de março de 1941, criou o Instituto Nacional do Pinho, órgão federal oficial dos interesses relacionados ao pinho. Entre várias atribuições do Instituto, uma delas deu origem às atuais Florestas Nacionais da região Sul e Sudeste do Brasil. A Portaria nº 561, de 25 de outubro de 1968, adequou a denominação das áreas dos Parques Florestais do Instituto Nacional do Pinho que passam a denominar-se Florestas Nacionais, em conformidade ao novo Código Florestal de 1965.
Coordenação regional / Vinculação: Coordenação Regional 9 - Florianópolis - ICMBio
Contatos: (54) 3244 1347/VOIP (61) 3103-9944

Estrada Demorrinho - Caixa Postal 79 - São Francisco de Paula/RS - CEP: 95400-000

Localização

A FLONA de São Francisco de Paula localiza-se no município de mesmo nome (no nordeste do Rio Grande do Sul).

Como chegar

Estrada Demorrinho - Caixa Postal 79 - São Francisco de Paula/RS - CEP: 95400-000

Ingressos

Horários de visitação:

O acesso de entrada e saída para visitação ou outras atividades programadas, tanto em dias de semana como nos finais de semana, será feito conforme necessidade e agendamento prévio.

Contatos e agendamentos: no horário comercial, de segunda a sexta-feira, via correio eletrônico (e-mail).


Taxas de ingresso:


Valor: R$ 9,00/pessoa

Isentos: Comunidade (moradores) de São Chico, Escolas de São Francisco de Paula, crianças até cinco anos, escolas públicas de outros municípios se solicitados por escrito e a critério da administração, funcionários e ex-funcionários e seus acompanhantes, pesquisadores autorizados, parceiros em atividades, funcionários em férias, voluntários em atividades, professores, monitores, motoristas, condutores de ecoturismo e guias turísticos.


Taxas de Hospedagem:


Valor: R$ 16,00/pessoa/pernoite: estudantes em atividade didática, pesquisadores com SISBIO, moradores da comunidade de São Francisco de Paula e demais grupos autorizados.


Valor: R$ 52,00/pessoa/pernoite: turista e usuário comum.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.

Histórico

Programa de Manejo Florestal: A exploração dos recursos florestais visa uma produção madeireira média de 10.000 mst de madeira/ano, conforme previsto em seu Plano de Manejo, sendo também exploradas os recursos não-maderaveis, como a semente da araucária (pinhão) e a samambaia-preta, buscando sempre a sustentabilidade da exploração. O sistema de manjo adotado é o sistema em alto fuste. Programa de Uso Público e Educação Ambiental: Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946. Escolas e Universidades usam a Unidade para atividades de campo, a FLONA também recebe grupos de professores do Município e sedia encontros de formação de educadores. Programa de Ensino e Pesquisa: Iniciado ainda no período do PRODEPEF, em 1975. O Programa foi estimulado a partir de 1990, buscando diversas Universidades como parceiras. Hoje a Unidade conta com mais de 375 pesquisas.

Atrações

Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, com o acompanhamento de um guia da FLONA e agendamento prévio, além de cinco hospedarias para grupos de alunos e pesquisadores, totalizando 50 leitos. As trilhas dão acesso as araucárias centenárias, à cachoeira Bolo de Noiva e ao mirante, com vista para a Cascata da Usina, Perau do Macaco Branco, floresta nativa e povoamento de araucária de 1946.

Aspectos naturais

A FLONA-SFP tem uma área de 1.606 ha, com altitudes superiores a 900 metros, apresentando uma variação altitudinal de 300 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de alta a altíssima prioridade para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (2001). Ela está estrategicamente inserida no Corredor Ecológico do Rio dos Sinos, entre os Corredores Ecológicos dos rios Caí e Tainhas (Patrimônio Natural da Região das Hortênsias, Projeto Hortênsia, METROPLAN e CPRM, 1995). O conjunto de várias UCs estabelecidas ou em processo de abrangidas em um raio de 60 km, forma um grande e importantíssimo arco e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto.

A Unidade tem importantes belezas cênicas, compondo cenários de vales, florestas, cachoeiras. Conservando e contribuindo com nascentes pertencentes a Bacia do Rio dos Sinos.

Relevo e clima

A região da Flona é caracterizada pelos Campos de Cima da Serra (Estepe) e pelas matas com araucária (Floresta Ombrófila Mista ou Mata Atlântica - lato sensu). A região é uma das mais úmidas do estado, com pluviosidade superior a 2.000mm e com temperatura média anual de aproximadamente 14,5° C.

Fauna e flora

Mais de 20% das espécies terrestres da fauna ameaçada de extinção do Estado já foram registradas na FLONA-SFP ou em seu entorno próximo, bem como espécies de árvores e arbustos ameaçadas. Com respeito a sua vegetação nativa, apesar desta sofrer grande influência da floresta atlântica, ela apresenta espécies de origem andina e antártica como, por exemplo, a casca d'anta (Drimys winteri) e a própria araucária (Araucaria angustifolia).

Na FLONA-SFP são encontrados reflorestamentos de Araucaria angustifolia (390 hectares, ou seja, 24% da área total), Pinus taeda e P. elliottii (229 hectares, 14 % da área total), Eucalyptus (34 hectares)  e outras essências com fins comerciais , totalizando uma cobertura de pouco mais de 600 hectares. Contudo, a floresta nativa ocupa mais de 900 hectares. Também ocorrem pequenos trechos de campo nativo e banhado. Este mosaico de ambientes naturais e construídos, juntamente com o gradiente altitudinal, resulta em uma considerável riqueza de espécies. Entre os elementos faunísticos, destaca-se a grande riqueza da avifauna, composta por mais de 210 espécies, residentes ou migratórias.

Entre as espécies de animais ameaçados de extinção com registro na Flona estão o: Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), Papagaio-charão (Amazona pretrei), Gato-do-mato (Leopardus tigrinus); Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus); Gato-maracajá (Leopardus pardalis mitis); Morcego vermelho (Myotis ruber); Caneleirinho-de-chapéu-preto (Piprites pileata); Onça-parda (Puma concolor capricornensis); Águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus)

Problemas e ameaças

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/mata-atlantica/unidades-de-conservacao-mata-atlantica/2213-flona-de-sao-francisco-de-paula

http://www.florestanacional.com.br/flonasaochico.html