Parque Nacional da Serra da Bodoquena

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Nome da Unidade: Parque Nacional da Serra da Bodoquena

Bioma: Cerrado

Área: 77.021 hectares

Diploma legal de criação: Decreto s/n° de 21 de setembro de 2000

Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

Contatos:

Tel: (67) 3255-3979 / 1765 / 2312
Endereço sede: Rua Olívio Jacques, 795
Bonito, Mato Grosso do Sul
CEP: 79.290-000

Localização

O Parque situa-se no sudoeste do Pantanal matogrossense na bacia hidrográgica do rio Paraguai e abrange os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho.

Como chegar

O acesso de Campo de Grande pode ser feito pela rodovia de Sidrolândia até Bonito. O Parque localiza-se a 30km de lá.

Ingressos

O Parque está sendo implantado com a regularização fundiária. O Plano de Manejo foi realizado em 2013 e ainda não está aberto à visitação pública. É preciso pedir autorização para ingressar.

Onde ficar

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Objetivos específicos da unidade

A UC tem como objetivo preservar o ecossistema natural de relevância ecológica e beleza cênica, como o maior contínuo de floresta estacional decidual, submontana do MS e do Brasil, além de explorar e mapear as cavernas para compor um circuito para o espeleomergulho e estimular a pesquisa científica.

Histórico

A Serra da Bodoquena foi considerada, na década de 90, como uma área prioritária para a conservação do bioma Cerrado e Pantanal. Atualmente o Parque é um dos núcleos da Reserva da Biosfera do Pantanal.

Atrações

O Rio Perdido corta um pedaço da área do parque e é um dos atrativos. As atividades ecoturísticas exploradas na região são as de contemplação, como observação de flora e fauna, além de esportes radicais como rapel, parapente, mergulho em cavernas, bóia cross, rafting e trekking.

Aspectos naturais

O Parque Nacional da Serra da Bodoquena encontra-se em área de superposição de duas Reservas da Biosfera declaradas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): a do Pantanal e a da Mata Atlântica.

É a maior área contínua de Mata Atlântica do estado MS.Os dois principais rios da área com águas transparentes são Salobra e Perdido.

A Serra da Bodoquena possui como cenário de fundo uma formação de montanhas de rochas calcárias que a difere das demais montanhas da região. O Parque ainda possui áreas compostas de campos alagados, cerrados, floresta estacional e o maior trecho de Mata Atlântica do estado.

Relevo e clima

O clima é tropical úmido e a temperatura média é de 23°C.

O Planalto da Bodoquena apresenta encostas suaves e morros residuais de rochas carbonáticas, mas também porções íngremes e escarpadas. A Serra da Bodoquena e as Morrarias do Urucum-Amolar são as unidades de relevo dos Cinturões Móveis Neoproterozóicos do Brasil Central. A unidade é caracterizada pelo aspecto residual do relevo em meio às superfícies rebaixadas das longas depressões e pantanais circundantes.

A Serra da Bodoquena compreende um longo divisor entre as depressões dos rios Bonito, Miranda e Apa. Sua extensão é de 200 quilômetros com largura base de 65 quilômetros e altimetria variando de 400 a 650 metros.

Fauna e flora

O Parque serve de abrigo para ariranhas, lontras, onças pintadas, harpias. A fauna do Pantanal é bastante rica, com o registro de 264 espécies de peixes, 652 de aves, 102 de mamíferos, 177 de répteis e 40 de anfíbios, 1.100 espécies de borboletas.

A fauna é típica do Cerrado, com influências amazônicas. Existe uma alta densidade de muitas espécies de grandes vertebrados brasileiros, não encontrada em outros lugares do continente.

Entre as aves, a principal espécie ameaçada de extinção é a arara-azul que atinge alto valor no comércio ilícito de animais silvestres.

Muitas espécies ameaçadas de extinção são abundantes no Pantanal, como o cervo-do-pantanal, a onça Panthera, a ariranha e o veado campeiro (uma das mais vulneráveis devido ao hábitat que ocupa, os campos). Estima-se uma população mínima de 3,7 milhões jacarés em todo o Pantanal. As maiores densidades dessa espécie se encontram nas proximidades do rio Taquari, no Pantanal da Nhecolândia, e nas proximidades do rio Negro, no Pantanal do rio Negro. Nas áreas de planalto ocorrem principalmente o jacaré do papo amarelo.

Problemas e ameaças

A pecuária bovina, a caça, e a pesca são atividades conflitantes nesta UC.

Fontes

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/286/

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/cerrado/unidades-de-conservacao-cerrado/2082-parna-da-serra-da-bodoquena.html

Decreto de Criação: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/2000/Dnn9037.htm

http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/parque-nacional-da-serra-da-bodoquena-2013-ms

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-parques-nacionais-brasileiros/parque-nacional-da-serra-da-bodoquena.php

http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/mato-grosso-do-sul/parque-nacional/serra-da-bodoquena/

Plano de Manejo, 2013: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/Encarte1_2013.pdf http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/Encarte2_serra_do_bodoquena.pdf http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/Encarte3_serra_do_bodoquena.pdf http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/Encarte4_2013.pdf